Nas indústrias alimentícia, farmacêutica, de bebidas e de cosméticos, a higiene operacional representa um pilar fundamental para garantir a segurança dos produtos e o cumprimento de normas rigorosas.
Componentes como válvulas, filtros e bombas sanitárias são projetados para operar em ambientes de alta exigência, utilizando materiais como aço inoxidável AISI 304 e 316L, que resistem à corrosão e facilitam os processos de limpeza CIP e SIP.
Nesse sentido, o mercado de bombas e válvulas sanitárias reflete tal relevância, projetado para crescer de 4,5 bilhões de dólares em 2024 para 8,2 bilhões em 2034, com uma taxa de crescimento anual de 6,2%, impulsionado pela expansão de setores regulados.
Assim, entender cada componente permite otimizar processos, reduzir contaminações e elevar a eficiência produtiva.
Tipos de válvulas sanitárias e suas aplicações essenciais
As válvulas sanitárias controlam o fluxo de fluidos em linhas de produção, priorizando a vedação hermética e a facilidade de desmontagem para inspeções. Com isso, existem alguns tipos específicos de válvulas. Confira:
Válvula borboleta: destaca-se por seu design compacto e acionamento rápido, ideal para os sistemas de baixa a média pressão onde o espaço é limitado, como no processamento de bebidas e laticínios, permitindo um controle visual da posição aberta ou fechada sem perdas significativas de carga.
Válvula esfera: oferece vedação total e passagem plena, resistindo a produtos corrosivos e altas pressões, sendo preferida em processos críticos da indústria farmacêutica e alimentícia para o bloqueio completo do fluxo, bem como minimização de riscos de contaminação.
Válvula de diafragma: que separa o fluido do mecanismo de acionamento por uma membrana flexível, que evita a contaminação cruzada e desperdícios em aplicações com viscosidades variadas, como na fabricação de cosméticos e alimentos processados.
Essas válvulas atendem normas como 3A e FDA, garantindo um polimento superficial para drenagem eficiente e resistência a sanitizantes químicos. A escolha depende do perfil do fluido: borboleta para fluxos rápidos, esfera para isolamento preciso e diafragma para proteção máxima.
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Filtros Sanitários: classificação por precisão e usos industriais
Os filtros sanitários removem impurezas, microrganismos e partículas de fluidos sensíveis, preservando a integridade do produto final em conformidade com padrões internacionais.
A microfiltração, com poros de 0,1 a 10 micrômetros, por exemplo, consegue eliminar bactérias e sólidos visíveis, sendo essencial na clarificação de soluções na indústria farmacêutica e de bebidas, como na produção de vinhos e cervejas.
Já a ultrafiltração avança com poros de 1 a 100 nanômetros, retendo proteínas e coloides em processos de laticínios e biotecnologia, promovendo separações precisas sem aditivos químicos.
A nanofiltração, por sua vez, atua em escalas menores, realizando a desmineralização parcial e a remoção de cor em águas de processo ou sucos concentrados. Esses sistemas utilizam membranas de polímeros hidrofílicos ou cerâmica, suportando processos de limpeza CIP com soda cáustica e ácidos nítricos, e são cruciais em indústrias que demandam uma pureza elevada, reduzindo rejeitos e custos operacionais.
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Bombas Sanitárias: variedades e funções em processos delicados
As bombas sanitárias transferem os fluidos com mínimo cisalhamento, mantendo a sua textura e qualidade em produtos como leite, cremes e medicamentos. Alguns dos principais tipos são:
Bombas centrífugas: predominam em aplicações de alta vazão e baixa viscosidade, como o transporte de bebidas e laticínios, com fabricação em aço inoxidável para uma drenagem total e conformidade com as normas.
Bomba autoaspirante: é o tipo ideal para o bombeamento de líquidos em indústrias alimentícias, que opera gerando um vácuo que permite a aspiração do líquido, mesmo quando este está abaixo do nível da bomba. Assim, ela se torna fundamental em sistemas onde a gravidade não é adequada para a drenagem.
Segundo dados estatísticos, o mercado de bombas industriais, incluindo as sanitárias, deve atingir 60,78 bilhões de dólares até 2030, refletindo a demanda por eficiência higiênica nas indústrias.
Integração e manutenção para máxima eficiência sanitária
A combinação estratégica de válvulas, filtros e bombas é capaz de otimizar linhas de produção, reduzindo tempos de parada e contaminações. A manutenção preditiva, com inspeções visuais e testes de integridade, também assegura longevidade, especialmente em ambientes com peróxido de hidrogênio ou vapor esterilizante.
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